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Quadrilha conseguiu produzir cópias quase perfeitas    HugMarques

Dinheiro falso impressiona policiais     Da Sucursal de Brasília     -    Fernando Bizerra Jr./ BG Press

Até as notas mais novas de R$ 20 eram falsificadas pela quadrilha, que também traficava drogas, roubava carros e fraudava registros de veículos, carteiras de motorista e vales-transporte e diversos outros documentos do governo.

BRASÍLIA - A Polícia Federal em Brasília prendeu oito integrantes de uma quadrilha que mantinha uma pequena fábrica de cédulas de real, incluindo as mais novas, de R$ 20. Além do dinheiro, a quadrilha traficava drogas, roubava carros e falsificava registros de veículos, carteiras de motorista e vales-transporte. O que impressionou os delegados da PF foi a sofisticação do material utilizado pela quadrilha. Utilizando-se de programa de computador, fitas holográficas, marca d'água e papel especial, os falsificadores conseguiram fazer notas quase perfeitas. ''As notas são bem feitas e passam fácil porque têm até as tarjas metálicas'', diz o chefe do Núcleo de Repressão ao Crime Organizado e Delitos Patrimoniais (Nucopa), delegado Antônio Celso dos Santos. Um dos chefes da quadrilha, segundo o delegado, é o gráfico José Francisco de Almeida Filho, que já tinha cumprido pena por falsificação de dinheiro em Goiás. Ele foi preso na madrugada de ontem. O dinheiro falsificado em Brasília era distribuído na cidade e nos Estados de Goiás e Minas Gerais. A fábrica de dinheiro ficava no Gama, cidade-satélite a cerca de 30 quilômetros da sede do Banco Central.Outro integrante da cúpula da quadrilha é Marcos Vinícius Ferreira Soares, também preso ontem.A quadrilha é formada por 12 pessoas. Quatro estavam sendo procuradas ontem. Segundo estimativa da PF, a quadrilha despejava R$ 200 mil em notas falsas por mês. Os bandidos planejavam também falsificar R$ 360 mil em vales-transporte que seriam distribuídos em Belo Horizonte.


Comércio se previne contra falsários

ECONOMIA — Aparelho para testar dinheiro é usado em caso de dúvida por supermercado em Santa Cruz do Rio Pardo; tecnologia permite precisão na falsificação. Com os falsários utilizando equipamentos de alta precisão para fabricar notas cada vez mais perfeitas, o comércio acaba tendo que tomar providências para se prevenir.
No supermercado São Sebastião, de Santa Cruz do Rio Pardo, consumidores já tentaram passar notas falsas. Segundo a funcionária Regina Sposito, é mais comum aparecerem notas falsas de R$ 50,00, R$ 10,00 e R$ 5,00. “É raro acontecer, mas a gente toma cuidado porque quando uma aparece, surgem outras logo em seguida”, explica.
Há dois anos o supermercado possui um aparelho para testar notas. O aparelho possui uma luz especial que permite diferenciar papel comum do papel-moeda, um desenho de estrela que deve se encaixar no símbolo das Armas Nacionais e uma lupa para verificar se as letras B e C (de Banco Central) estão impressas em tamanho minúsculo na nota — o que é uma característica do dinheiro verdadeiro.
Segundo Regina, o aparelho é usado apenas quando há dúvidas a respeito da nota. A funcionária, porém, ressalta que está ficando muito difícil reconhecer o dinheiro falso. “Outro dia pegamos uma nota de R$ 10,00 que deixava dúvida. Difícil saber se era verdadeira ou falsa”, conta. O dinheiro falso, na maioria das vezes, está de posse de consumidores santa-cruzenses e não de outras cidades. “Alguns nem sabem que é falso. Uma senhora disse que tinha acabado de tirar a nota do caixa eletrônico do banco”, diz a funcionária.
Segundo dados do Banco Central, nos últimos cinco anos 1,7 milhão de notas falsas foram apreendidas no país. O estado de São Paulo é o campeão, com cerca de 50% das apreensões.
A apreensão de dinheiro falso passou de 1.046 cédulas falsas em 1994 — quando o Real foi lançado — para 381.334 em 1999. No ano passado houve queda: 356.940 cédulas falsas contra 379.995 apreendidas em 2001.Embora o número de cédulas falsas tenha diminuído, o valor delas aumentou. Os falsários deixaram de fabricar dinheiro de pequeno valor e passaram a “investir” em notas de R$ 50,00.


Atenção com o troco. A nota pode ser falsa

Criminosos usam equipamentos de alta precisão para fazer notas cada vez mais perfeitas e de valores altos      RENATO LOMBARDI

A perfeição na falsificação das cédulas de R$ 50 tem preocupado comerciantes, o Banco Central e a polícia. Nas estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), os vendedores de bilhetes têm uma máquina para testar notas. O mesmo acontece nos pontos-de-venda de passagens do Metrô. Em centenas de postos de gasolina, grandes magazines e supermercados, máquinas para teste de notas também estão instaladas. "Não dá para confiar nas cédulas de R$ 50, R$ 10 e R$ 100", diz Rubério Lisboa, dono de uma padaria na Vila Guilherme, zona norte da capital. Ele recebeu diversas notas falsas no ano passado. Hoje, quando alguém paga com cédulas de R$ 50 e R$ 100, Lisboa pede que o cliente espere e passa a nota pela maquininha de teste. O comerciante quer que o Banco Central pague o valor do dinheiro falso. "Compete ao governo combater falsários. Dinheiro é coisa muito séria, não pode ser falsificado." José dos Santos Barbosa, chefe do departamento do Meio Circulante do Banco Central, tem se reunido com os responsáveis pela Casa da Moeda na tentativa de encontrar um meio para "melhorar a cédula" de R$ 50 e dificultar a falsificação. "As cédulas de R$ 50 foram emitidas pela Casa da Moeda em 1994. Quase nove anos depois é a mesma e os falsários se modernizaram, usam máquinas de impressão e scanners de última geração." Eduardo Paulino desenvolveu a máquina que vem sendo utilizada há mais de seis anos em quase todo o País no exame das cédulas. Segundo ele, desde o ano passado um grupo de falsários está fabricando notas de R$ 50 quase perfeitas: "Os bandidos atingiram um estágio de precisão na impressão e cores, a olho nu fica difícil saber se a nota é falsa." Nos últimos cinco anos foram apreendidas no País 1,7 milhão de notas falsas. São Paulo é o Estado que apresenta o maior número de falsificações - cerca de 50%. Em 2001, no País, foram apreendidas 379.995 cédulas falsas. Em 2002, caiu para 356.940. "Diminuiu a apreensão de cédulas, mas houve aumento no valor das notas falsas porque as de R$ 50 passaram a ser mais falsificadas", diz Barbosa. "Antes,os bandidos geralmente falsificavam notas de R$ 10." Em 2002 a polícia apreendeu 152.798 cédulas de R$ 50. Em 2001 foram 143.513. As cédulas de R$ 10 - tanto a normal quanto a de polímero (plástico) - também continuam sendo adulteradas. Os criminosos também costumam falsificar notas de R$ 20. Contra a luz - Técnicos do Departamento do Meio Circulante do Banco Central afirmam que 60% dos repasses de cédulas falsificadas poderiam ser evitados se as pessoas se habituassem a procurar a marca d'água nas notas, olhando-as contra a luz. "No Brasil ninguém tem o costume de observar o dinheiro que recebe e carrega no bolso", concorda Manoel Camassa, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), que investiga os falsificadores. Quem tenta fazer compras com cédula falsa, mesmo que a tenha recebido de boa-fé, corre o risco de passar até dois anos na cadeia, informou o delegado Camassa. Segundo ele, a pessoa deve procurar o Banco Central assim que desconfiar da veracidade da nota. Os postos de serviço e os restaurantes nas margens das estradas são constantes vítimas dos falsários. "Estamos fazendo uma campanha no País para alertar as pessoas", diz Barbosa. A estratégia já deu certo para as cédulas pequenas. "Infelizmente os falsários migraram para as notas de R$ 50." Segundo o especialista, funcionários de empresas, bancos e associações comerciais têm recebido treinamento para reconhecer o dinheiro. O BC também distribui, nas principais capitais, folhetos com orientações sobre como examinar e conhecer o dinheiro. "O BC está aberto para quem quer conhecer as cédulas e as moedas, também muito falsificadas", ressalta Barbosa. Comerciantes afirmam, porém, que as pessoas se ofendem se suas notas são examinadas pelos caixas. "Todos deveriam colaborar e não se irritar", acredita Barbosa.  


Cédulas Suspeitas de Falsificação - Como Agir:

A falsificação de notas tem aumentado no país de modo frenético. Para que você não seja mais uma vítima desse tipo de crime, recebendo notas falsas sem perceber, siga as dicas abaixo fornecidas pelo Banco Central do Brasil. Quando você receber uma cédula veja sempre os principais elementos de segurança: a marca d'água, a imagem latente e o registro coincidente.
Cerca de 60% das cédulas falsas não possuem marca d'água. O fato do papel ser verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica. 40% das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor.
Importante
As notas falsas não são trocadas pelo Banco Central ou pelo Governo. O Banco Central apenas examina se elas são verdadeiras ou não. O dinheiro suspeito pode ser apresentado, para exame, diretamente no Banco Central ou por intermédio dos bancos.
Crime
A falsificação é crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena prevista de 3 a 12 anos de prisão. Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, mesmo que a tenha recebido de boa fé, pode ser condenado a uma pena de 6 meses a 2 anos de detenção.
Caixa eletrônico
Caso receba uma cédula suspeita em um caixa eletrônico, comunique o fato, o mais rapidamente possível, ao banco em que você sacou o dinheiro. Caso necessário, dirija-se a uma Delegacia Policial para registro da ocorrência.
Quem Chamar
Qualquer informação sobre falsificação de dinheiro deve ser encaminhada à Delegacia de Polícia Federal ou à Delegacia de Polícia Civil mais próxima. Podem ser feitas denúncias também ao Departamento do Meio Circulante do Banco Central - ver Centrais de Atendimento do BACEN.   Extraído do site do Banco Central do Brasil (http://www.bancocentral.gov.br)


Aumenta a circulação de dinheiro falso na região

Cédula de R$ 50,00 é a preferida dos criminosos--Jornal do Commercio – Recife  Diogo Vargas

A Polícia Federal (PF) alertou ontem que há um aumento significativo da circulação de notas falsas na região Norte catarinense. Joinville, São Francisco do Sul e Balneário Barra do Sul são os municípios onde o repasse de dinheiro que não é verdadeiro é maior. O volume não chega a ser considerado um derrame, porém, é o suficiente para um alerta ao comércio e orientação à população em geral. Diante do risco, o AN Cidade vai publicar hoje e amanhã as dicas dos especialistas sobre como identificar uma cédula falsa.
A incidência das notas falsas cresceu nos últimos três meses, estima o delegado Marcelo Mosele, chefe substituto da PF em Joinville. "As ocorrências relacionadas a dinheiro falso, que antes eram registradas a cada 15 dias, agora são semanais. É importante que as pessoas atentem para os chamados elementos de segurança", observa o policial, referindo-se à marca d'água, a impressão em alto-relevo, ao registro coincidente, às micro impressões, à imagem latente, ao fio de segurança, às fibras coloridas, aos fundos especiais e à marca tátil, principais características que permitem diferenciar as notas falsificadas das verdadeiras.
As vítimas do repasse geralmente são lojas, bares e restaurantes. A qualidade da falsificação não chega a ser de primeira, porém, suficiente para enganar alguém menos prevenido. A nota líder na preferência dos falsários é a de R$ 50,00. Depois, aparece a de R$ 20,00, recém-surgida no mercado. Já a de R$ 10,00 é raríssima e o papel da de R$ 1,00 tem sido usado para imprimir as notas de maior valor. Em Balneário Barra do Sul, foram constatados dois casos recentes de notas falsas no mercado. O dinheiro (cédula de R$ 20,00) está sendo repassado principalmente a pescadores humildes, informa a Polícia Militar. Os policiais federais que investigam esse crime acreditam que não seja realizado por uma mesma quadrilha, e que a falsificação esteja sendo realizada por jovens com a ajuda de equipamentos como computadores, scanners e impressoras


Banco Central dá dicas para reconhecer cédulas falsas 

O site do Banco Central passou a oferecer dicas para que os internautas possam reconhecer notas falsas, principalmente depois do lançamento da cédula de R$ 2, em 15 de dezembro. A nota original, por exemplo, traz impressão em alto relevo (marca tátil) e exibe ainda os desenhos de uma tartaruga e o número dois, quando exibida contra a luz.  Além da nova nota, os interessados também podem conferir informações sobre notas mais antigas, como as de R$ 10, R$ 50 e R$ 100. O papel legítimo de todas as cédulas originais é mais grosso e as notas devem possuir marca d'água. Segundo o Banco Central, cerca de 60% das cédulas falsas retidas pela instituição não apresentam a marca d'água. (C.G.)  www.bc.gov.br.


BC orienta sobre cédulas falsas


O Departamento do Meio Circulante do Banco Central dará seguimento este ano ao trabalho corpo a corpo iniciado em 2002 junto à população para ensinar a evitar cédulas de Real falsificadas. O chefe do Meio Circulante, José dos Santos Barbosa, revelou ontem, no Rio, à Agência Brasil, que a campanha já conseguiu sensibilizar diretamente no Brasil mais de 200 mil pessoas nos 10 pontos onde o Banco Central está localizado, com efeito multiplicador, uma vez que a cartilha com os elementos básicos de segurança é levada para as casas e locais de trabalho, e tem resposta instantânea.
Barbosa afirmou que as falsificações brasileiras não são sofisticadas, que o papel usado é comum, sem marca d’água. Com um mínimo de cuidado, colocando as notas contra a luz, a população poderia eliminar 60% das fraudes, percentual que corresponde às apreensões de cédulas registradas no Banco Central. Só este ano, até fevereiro, o banco apreendeu 32 mil cédulas, das quais 16 mil eram de notas de R$ 50,00 e 9 mil, de R$ 10,00. "O desafio do Departamento do Meio Circulante é orientar a sociedade e tentar melhorar a segurança", disse José dos Santos Barbosa.
O derrame de cédulas falsas em Mossoró e região vem aumentando a cada dia. A Delegacia de Defraudações vem recebendo queixas constantes de pessoas que apresentam as cédulas e pedem providências à polícia. Uma das cédulas falsas de maior circulação na cidade é de 20 reais. Rústica e apresentando falsificações visíveis, as cédulas são facilmente identificadas. A tinta usada para sua confecção desce com qualquer contato com a umidade. Um dos locais de maior derrame são os pequenos comércios e postos de combustíveis. As cédulas de 10 reais são confeccionadas apenas com papel. O delegado de tóxicos, Eraldo Cordeiro, alerta as pessoas a terem cuidados redobrados quando estiverem lutando com dinheiro.


BC revela derrame de notas falsas no Nordeste

 Especial para o Estado VANDECK SANTIAGO  

RECIFE - Levantamento divulgado ontem no Recife pelo Banco Central revela um derrame de notas falsas de real no Nordeste, no primeiro semestre. Foram 12,5 mil notas falsas, no valor de R$ 245 mil, apreendidas nos Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. O número é superior ao verificado durante todo o ano de 97, nos mesmos Estados, quando houve a apreensão de 8,1 mil cédulas (no valor de R$ 310 mil). A quantidade também é grande, se comparada com 98, quando foram apreendidas 14,2 mil notas (no valor de R$ 320 mil). A cédula mais falsificada, de acordo com a Delegacia Regional do BC no Recife, é a de R$ 10,00 - cerca de 60% do total apreendido. Essa nota é mais fácil de ser passada adiante, pois desperta menos suspeitas. Em alguns casos a falsificação era grosseira, com cédulas desbotadas, papel de má qualidade e números invertidos. Em outros, não foi percebida nem pelos caixas de bancos. Quando há mais sofisticação, é mais comum nota de R$ 50,00. Curso - Os funcionários do BC organizaram um curso de quatro horas para os caixas de banco, para auxiliá-los a identificar uma nota falsa. A principal indicação é se a nota não tem a marca d'água, que pode ser vista na verdadeira se ela for colocada contra a luz. O derrame de notas falsas está agitando o comércio do Recife, que tem alertado os funcionários a checar até mesmo as cédulas de R$ 1,00. Quem recebe uma nota falsa tem prejuízo, pois não há como ser ressarcido. As cédulas falsificadas são encaminhadas para o BC, a fim de serem incineradas. A Polícia Federal em Pernambuco já prendeu pelo menos cinco acusados de falsificação do dinheiro. A pena prevista para esse crime é de 3 a 12 anos de reclusão. Quem repassa a nota também incorre em crime (que tem pena de 3 a 6 meses de reclusão).


Brasileiro é preso por usar notas falsas

REDAÇÃO Yokkaichi (Aichi)

Delegacia do sul de Yokkaichi (Mie) prendeu, no dia 21 de dezembro, um brasileiro por ter usado dinheiro falso. Segundo informou o jornal Chunichi, este homem de 39 anos, cujo nome não foi revelado, tentou fazer compra com cédula de ¥ 10 mil num supermercado em Yokkaichi naquele dia, mas o atendente descobriu a irregularidade da nota e chamou a polícia.
No início de dezembro, aconceteceu uma série de casos de uso de notas falsas em nove cidades de Mie. Através da investigação desses crimes, a polícia da província descobriu 90 cédulas de ¥ 1.000, além das cinco notas de ¥ 10 mil e duas de ¥ 5.000. Todas as cédulas falsas seriam cópias coloridas. As de ¥ 10 mil foram usadas em lojas de conveniência e shopping em Suzuka. Na mesma cidade, foi descoberta ainda uma das duas notas de ¥ 5.000 num supermercado. A outra foi apreendida em Kameyama, também num supermercado. A maioria das cédulas de ¥ 1.000 foi utilizada nas máquinas de vender cigarro ou refrigerante em Kuwana, Yokkaichi, Tsu, Toba e Isobe. Todas elas teriam sido usadas entre os dias 3 e 9. Segundo descrições das testemunhas, o criminoso teria idade e estatura semelhantes às do brasileiro preso. A polícia realizou vistoria na casa deste homem no distrito de Naka, em Nagoya (Aichi), na véspera do Natal, e está investigando o envolvimento do suspeito nesses casos. No começo do ano passado, um derrame de notas falsas fez com que as autoridades japonesas de várias províncias tomassem medidas urgentes. Uma delas foi alertar comerciantes e taxistas e instruí-los a identificar as notas falsificadas. Na época, muitas máquinas automáticas de vendas de refrigerantes, de bilhetes de trem, de cigarros e de refeições passaram a não aceitar notas de ¥ 5.000 e ¥ 10 mil. A novela das notas falsas na comunidade brasileira começou no final de 2001, quando foram presas várias pessoas acusadas de terem usado as cédulas. A polícia de Omachi (Nagano) chegou a prender uma quadrilha formada por cinco brasileiros, que foram acusados de causar prejuízos de ¥ 12 milhões entre assaltos, furto de objetos de carros e uso das notas falsas de ¥ 10 mil. Elas foram usadas principalmente em Nagano e Yamanashi. No final daquele ano, foi dado início também o julgamento de dois brasileiros, Roberto Keizo Suzuki, 21, de Isesaki (Gunma) e José Eduardo Watanabe da Ponte, de Tamaho (Yamanashi), ambos desempregados na época, acusados também de terem usados notas falsas. O caso estava sendo julgado no Tribunal de Justiça de Matsumoto (Nagano).
Segundo as investigações, foram utiza- dos scanner e impressora para a falsificação das cédulas de ¥ 10 mil, resultando em uma falsificação- grosseira, cujo papel é áspero e a impressão de má qualidade, com tonalidade mais escura. Em outubro de 2001 Suzuki, Ponte e mais dois menores, de 19 e 18 anos, residentes em Sano (Tochigi) e Matsumoto, respectivamente, foram detidos. Na ocasião, o menor de 18 anos foi preso em flagrante na tentativa de passar uma nota falsa num supermercado em Omachi. Com a prisão do rapaz, a polícia de Nagano chegou aos outros brasileiros.


Campanha combate notas falsas

BC está preocupado com quadrilhas SÔNIA ARARIPE

O Banco Central lança em setembro a primeira campanha publicitária para ajudar a população a identificar dinheiro falso. ''Percebemos que 60% das notas falsificadas eram grosseiras e reconhecemos que teríamos um trabalho didático a ser intensificado'', disse José dos Santos Barbosa, chefe do Departamento do Meio Circulante do Banco Central (BC). A campanha será nacional e custará R$ 400 mil. Foi gravado um comercial de 30 segundos para televisão, que passará no horário gratuito, dentro do espaço reservado para o governo. Também haverá a divulgação em pontos de grande circulação de pessoas, como a Praça da Sé (São Paulo), Central do Brasil e Estação do Metrô do Largo da Carioca (Rio), de como identificar notas falsas de real. É importante prestar atenção a detalhes como a marca dágua, fio de segurança e o relevo das cédulas. Crescimento - Desde o lançamento do Plano Real, em julho de 1994, o volume de falsificação aumentou. Sem a inflação para corroer o valor do dinheiro, um ''derrame'' de notas falsas de R$ 50 ou até de R$ 10 pode render lucros aos falsários. A quantidade de dinheiro falsificado cresceu 19.132%, desde 1994 até o início deste mês. As estatísticas são do BC. No ano passado, os cofres públicos perderam com falsificação o equivalente a R$ 8,8 milhões e este ano, a cifra já chega a R$ 5 milhões.Balanço - De acordo com o Departamento de Meio Circulante do BC, em 1994, o total de notas falsificadas apreendidas foi de 1.046 e este ano (até agosto) saltou para 201.710. No ano passado inteiro, foram apreendidas 328 mil cédulas falsificadas. Mas o BC esse que o total de falsificação possa ser bem maior.As notas que são mais visadas pelos falsários são as de R$ 10, totalizando uma perda de R$ 109.078. As fraudes com notas de R$ 50 já causam perdas aos cofres de R$ 74.764. Campeã - ''A falsificação equivale a 0,01% do total. Mas precisamos olhar o impacto desse ilícito'', explica Barbosa. Um trabalhador que ganhe salário mínimo, por exemplo, e receba uma nota de R$ 50 como pagamento dos R$ 180, estará perdendo quase a metade da renda mensal. Barbosa, que mora em Icaraí (Niterói), conta que percebeu, a partir do contato com a caixa da padaria perto de sua casa, que mesmo quem lida com dinheiro todos os dias não conhece as regras básicas para evitar a falsificação.Cursos - O BC já tem hoje cursos para as pessoas que lidam muito com dinheiro, mas vai intensificar essa iniciativa . ''Nosso objetivo é dobrar o número de pessoas treinadas'', diz o Barbosa. As pessoas que recebem uma nota falsa, devem procurar uma agência bancária, dando informações sobre como e de quem recebeu o dinheiro. ''Se for falsa, infelizmente, a pessoa perderá aquele valor'' , explica Barbosa.


Cuidado com falsificação de moeda e roubo

Quem compra moeda estrangeira em papel-moeda (espécie) corre maiores riscos de ser roubado ou receber notas falsas, especialmente em negócios com pessoas não-autorizadas (doleiros ou pessoas físicas). Assim, todo papel-moeda deve ser comprado em banco autorizado. Porém, mesmo nas instituições autorizadas não há normas específicas de controle para notas falsas. Cada casa de câmbio tem seus métodos para verificar a autenticidade de uma nota, utilizando máquinas específicas. Para identificar notas falsas de dólar é preciso que o comprador esteja atento a algumas características da cédula. Veja abaixo as dicas, válidas para notas de 20 dólares, a partir de 1997, e de 50 dólares, a partir de 1998, quando o governo norte-americano criou novos procedimentos de segurança. As notas antigas continuam valendo, mas não apresentam estas características.

  1. Tinta que muda de cor: os números que aparecem no canto inferior direito devem ter uma cor uniforme, não podendo alternar entre verde e preto, por exemplo; 
  2. Marca d'água: segurando a cédula em frente a uma luz é possível ver uma figura sutil, no fundo em branco da nota, que é a marca d'água; ela fica no espaço vazio que está à direita do retrato; a imagem lembra um sombreado;  
  3. Selo de segurança: é uma tira de plástico que não está impressa na cédula, e sim colada. Só é visível quando se coloca o bilhete em frente a uma luz; porém, somente notas de 20 dólares emitidas a partir de 1997, e de 50 dólares, a partir de 1998, trazem este selo de segurança;  
  4. Desenhos impressos em linha fina: as cédulas devem ter linhas bem finas por trás do retrato. Elas devem ser nítidas, sem borrões ou falhas;  
  5. Microimpressão: as cédulas verdadeiras têm palavras impressas em fonte muito pequena, só visíveis com uma lente de aumento; 
  6. Comparação: é indicado comparar a cédula com outra da qual se tenha certeza de que é autêntica para notar se há diferenças em relação às características anteriores.

Denúncias sobre moeda falsa devem ser feitas para o próprio serviço secreto dos Estados Unidos (http://www.moneyfactory.com). O comprador deve evitar entrar em conflito direto com pessoas não-autorizadas a negociar câmbio, em caso de compra de moeda falsa.


Cuidado com falso real

Banco Central inicia campanha para ensinar o cidadão a identificar fraudes nas cédulas de dinheiro. Confira as principais dicas :

Mariana Ramos
Da equipe do Correio

Falsificações grosseiras. É assim que a maioria dos fraudadores de cédulas de real copia o dinheiro. Para ensinar a população a reconhecer essas notas, o Banco Central iniciou uma campanha nacional com vídeos, panfletos, reproduções e técnicos. Segundo o chefe do Departamento de Meio Circulante do Banco Central, José dos Santos Barbosa, a população é capaz de identificar pelo menos 60% das falsificações, responsáveis por um calote de R$ 9 milhões no ano passado. Este foi o valor total das cédulas falsas apreendidas pelo Banco Central em todo o país. A nota mais fraudada é a de R$ 10 de papel.
  Esta é a primeira campanha do BC voltada para as pessoas comuns. Antes, as explicações eram dadas somente a quem trabalhava com dinheiro, como comerciantes e bancários. ‘‘Acreditamos que as pessoas possam nos ajudar a tirar notas falsas de circulação’’, afirma Barbosa. Segundo ele, a meta do banco é diminuir pela metade o número de falsificações. ‘‘Como as fraudes são grosseiras, qualquer um pode identificá-las. Basta que se crie esta cultura no país’’, frisa. As cidades que vão receber as instruções este ano são Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Recife.
  O estado com maior número de cédulas falsas no país é São Paulo, com 39,98% das notas apreendidas no Brasil. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 11,57%. O Distrito Federal está em sexto, com 4,07%. O ano passado foi recorde em número de apreensões de notas falsificadas. Somente a nota de R$ 10 foi responsável por 53,78% das apreensões. Segundo Barbosa, a nota começou a ser a mais fraudada em 1997, quando houve mudança na marca d’água das cédulas de R$ 1, R$ 5 e R$ 10. Depois disso, o número de apreensões da nota subiu de 66 mil para 90 mil. A segunda mais copiada é a de R$ 50.
  As notas falsas não podem ser trocadas. O prejuízo fica para quem as aceitou. Mas não adianta querer passar a nota adiante. Isso é crime e pode resultar em pena de seis meses a dois anos de prisão, mesmo se a pessoa der a nota sem saber. Quem falsifica as notas está sujeito a pena de três a doze anos de prisão.
Notas trocadas
As notas verdadeiras que estejam rasgadas, desgastadas, riscadas ou parcialmente destruídas pelo fogo ou traça e cupins, mas que ainda estejam legíveis e tenham a marca d’água, podem ser trocadas em qualquer agência bancária por notas novas. É importante que as cédulas estejam pelo menos com mais da metade do tamanho original para serem trocadas.  As cédulas que estão ilegíveis ou com partes faltando, mas tenham mais da metade do tamanho original, devem ser encaminhadas ao Banco Central para análise. As notas perdem o valor quando são recompostas ou formadas com fragmentos de papel ou de outra cédula. Moedas tortas, furadas ou desfiguradas também podem ser trocadas ou depositadas nas agências bancárias se não houver dúvidas quanto ao valor. As moedas que não estão mais inteiras ou cujo valor não estiver claro podem ser encaminhadas para exame no BC.


Derrame de dinheiro falso chega a 1 milhão de cédulas

São Paulo - Vistoriar cada cédula de real que recebe virou rotina na vida do gerente de turismo Rômulo Pereira de 52 anos, desde o dia que passou por uma situação constrangedora em um posto na Rua Colômbia, no Jardim Paulista. Uma das notas de R$ 50,00 que seriam usadas para pagar o combustível foi identificada como falsa pelo frentista. Ao ter o valor devolvido, Pereira olhou o dinheiro contra a luz. Ele parecia igual à outra nota, mas não era. Tratava-se de mais um caso de falsificação. O Estado de São Paulo concentra 40% das ocorrências do gênero, segundo o Banco Central. Mais de um milhão de notas falsas foram apreendidas no País nos últimos três anos. "Nos Estados Unidos se você paga com uma nota de cem dólares o funcionário examina o dinheiro até a exaustão, amassa, olha a linha d´água, passa um lápis e só faz a cobrança quando tem certeza", diz Pereira. "Tentei convencer o frentista. Não adiantou. Tive de completar com um cheque." O gerente tinha sacado o dinheiro um dia antes no banco. Ficou irritado. "Fui ao banco e a nota era mesmo falsa. Só que o banco não trocou por uma verdadeira." Do dinheiro apreendido pelo Banco Central, a cédula mais falsificada é a de R$ 10, com 55% dos casos. A de R$ 50 atinge de 35% a 45%. Os falsários também estão adulterando a cédule de R$ 10 feita de polímero (plástico). Mesmo com toda a perícia dos criminosos, os técnicos do Departamento do Meio Circulante do BC afirmam que 60% das falsificações poderiam ser evitadas se o brasileiro procurasse a marca d´água olhando contra a luz. Isso pode ser muito útil não só para evitar constrangimentos, mas para não ter problemas com a polícia. Quem tenta comprar com cédula falsa, mesmo que de boa fé, corre o risco de passar até dois anos na cadeia, segundo o delegado Manoel Camassa, da Delegacia de Estelionatos. Ele orienta que a pessoa procure o Banco Central assim que desconfiar da veracidade da nota. "Infelizmente, no Brasil ninguém tem o costume de observar o dinheiro que recebe e carrega no bolso." Hoje, além de olhar bem as notas, Pereira prefere pagar suas contas com cartão de crédito quando viaja aos Estados Unidos, a passeio ou a trabalho. Lá, troca os traveller checks por notas de US$ 10 e US$ 20, para evitar a suspeita das lojas norte-americanas sobre os brasileiros.

Fila - Dono de uma padaria na zona norte da capital, Luiz Leontino recebeu este ano cinco notas falsas: duas de R$ 50 e três de R$ 10. "Meus caixas estão orientados para examinar o dinheiro. Mas quando o movimento é grande, com filas no caixa, não dá para ficar olhando nota por nota e é aí que os malandros passam o falso." Português de Évora, Leontino tem outras quatro padarias, duas na capital e duas na Grande São Paulo, e está pensando em levar seus empregados do caixa para um curso de identificação no Banco Central. Os postos de serviço e os restaurantes nas margens das estradas também são vítimas costumeiras dos falsários. O empresário Júlio Terino, dono de um posto de serviços e de um restaurante na Rodovia Anhangüera, perto de Campinas, coleciona várias cédulas falsas, a maioria de R$ 10. Além do combustível e de servir refeições, vende doces, biscoitos e pães. "Na tarde de domingo, o movimento é grande na volta para a capital e na segunda-feira a gente sempre pega uma ou duas notas falsas."No começo, tentou trocar o dinheiro falsificado no Banco Central. Foi avisado que não seria possível. "Desisti. A gente até brinca quando faz o caixa para ver quem vai descobrir a nota fria."

Treinamento - Gerente regional do Meio Circulante do Banco Central, em São Paulo, Leon Alfonsin Valiengo diz que empresas, bancos e associações comerciais estão recebendo treinamento para reconhecer o dinheiro falso. Ele garante que o BC também está aberto para quem quer ver as cédulas e as moedas falsificadas e notar as diferenças. De acordo com Valiengo, muitos comerciantes dizem que as pessoas se ofendem quando as notas passam por exame mais rigoroso. Para evitar o grande número de falsificações, o BC está realizando uma campanha ampla, para atingir o público em geral. "Estamos distribuindo em quatro estações do metrô folhetos de bolso orientando como as pessoas devem examinar o dinheiro." Segundo o gerente, o banco ainda pretende montar quiosques em locais movimentados, onde técnicos possam dar esclarecimentos sobre as notas e as moedas. Valiengo diz que as pessoas devem conferir a marca d´água, a imagem latente, o registro coincidente e a textura áspera do papel. "A cédula de polímero (plástico) falsificada é grosseira e mesmo assim as pessoas acabam recebendo sem perceber."

Jantar - A publicitária Júlia Reinoso, de 24 anos, passou por uma situação constrangedora quando pretendia jantar na praça de alimentação do Shopping Iguatemi. Horas antes havia sacado R$ 50 de um caixa eletrônico da Avenida Faria Lima, nos Jardins, perto de onde trabalha. "O funcionário recebeu meu pedido e quando entreguei o dinheiro ele devolveu a nota dizendo que era falsa." Ela não sabe se foi enganada pelo funcionário do caixa. Irritada, desistiu de comer. Procurou o banco e disseram que não era possível que uma nota falsa estivesse no caixa eletrônico, porque o dinheiro passa por funcionários habilitados antes de ser colocado no equipamento. "Fiquei com raiva e rasguei a nota."  Apesar da explicação, já foram comprovados casos de notas falsas em caixas eletrônicos. Um deles ocorreu na Tijuca, no Rio, onde uma senhora sacou R$ 30 no ano passado. Uma das cédulas era falsa. Ela procurou a delegacia de polícia do bairro e o titular mandou lacrar o caixa até a chegada do Banco Central. Quando os técnicos da instituição retiraram o lacre, encontraram no aparelho 146 notas falsificadas. Com as investigações, a polícia e os técnicos do BC descobriram que houvera má-fé de dois funcionários. Eles faziam parte de um esquema com falsários.

Perito - O delegado Camassa é um estudioso do assunto. De uma família de numismatas, investiga há muitos anos os falsificadores de dinheiro. "Onde houver uma falha para ser explorada, é lá que os falsários atuam com suas impressoras, copiadoras de última geração, produtos químicos e tintas." Camassa declarou que, com a força do real, os falsários começaram a "lavar" as cédulas de R$ 1 para transformá-las em R$ 100. Descobertos, passaram a falsificar as de R$ 10. "Davam banho de anilina vermelha na nota falsa e tentavam envelhecer para suprir a ausência do papel moeda", explica o delegado. "Mas o falsário brasileiro não conseguiu atingir o estágio dos falsários alemães e quem conhece dinheiro não recebe o que é falsificado aqui."  Renato Lombardi


Quem recebe dinheiro falso quase sempre tem perda

Instituições não costumam reembolsar quem saca notas falsificadas nos caixas.

Receber uma nota falsa mesmo em caixa de banco é prejuízo quase certo. As instituições não costumam reembolsar quem saca uma cédula falsificada e, como o valor em geral não é dos maiores, não vale a pena entrar na Justiça para pleitear o ressarcimento da perda, explica o advogado Marcos Velloza, especialista em direito do consumidor. Ele diz que, embora a instituição possa ser responsabilizada pelo prejuízo de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, as quantias envolvidas não costumam justificar uma ação judicial. E este ano aumentaram os casos de apreensão de notas falsas. Mas Velloza entende que, se, além do dano patrimonial, houver dano moral, poderá ser o caso de entrar na Justiça. Nessas situações, é possível conseguir indenizações de valores mais elevados. Adilson Ferreira de Barros, dono de uma recuperadora de peças, já teve prejuízo ao receber notas falsas. Em setembro de 98, ele descontou um cheque de R$ 250,00 numa agência do Bradesco, que foi trocado por cinco notas de R$ 50,00. Quando foi pagar o licenciamento do carro numa agência do Banco do Brasil, a caixa examinou uma das notas e percebeu que era falsa. Ela foi apreendida e enviada ao Banco Central (BC), que confirmou que se tratava de uma cédula falsificada. Ele diz que se sentiu desprotegido: "Se a caixa do Bradesco não havia percebido que a nota era falsa, como eu, que sou leigo, poderia notar a falsificação?" Procurado, o Bradesco não se manifestou. Já o Banco24Horas decidiu reembolsar os clientes que sacarem notas falsas em seus caixas eletrônicos. É preciso registrar um Boletim de Ocorrência (BO) e entregá-lo à Tecnologia Bancária (Tecban), empresa que administra o sistema. A Tecban confere se a denúncia é consistente e faz o ressarcimento depois de 48 horas. (S.L.)


Quadrilha derrama dinheiro falso na cidade

Milhares de reais falsos podem estar rodando na cidade nos últimos dias. Somente na noite de segunda-feira, no bairro Santa Inês, agentes da Polícia Civil apreenderam em poder do agricultor Antônio Carlos Ribeiro da Silva, R$ 1.000 falsificados grosseiramente, que seriam colocados em circulação no comércio. A polícia quer saber agora a origem da moeda falsificada e seus criadores. De acordo com o diretor- geral de Polícia, delegado Walter Prado que está à frente das investigações, os falsificadores estão usando pessoas simples, principalmente da zona rural, para distribuição do dinheiro falso na cidade por não levantar suspeitas. O agricultor preso, reside no projeto Caquetá, distante 70 km da Capital, no Estado do Amazonas. Ele adiantou que uma equipe do Comando Antifurto (CAF), partiu em missão para o referido projeto com a intenção de prender a quadrilha. As notas de R$ 50 falsas apreendidas, apresentavam coloração e papel diferentes das originais. As pessoas mais atentas podem perfeitamente perceber a diferença, entretanto, pessoas mais idosas ou da zona rural, não têm essa mesma percepção, tornando-se  em alvo preferido dos bandidos. Antônio Carlos foi autuado em flagrante e vai responder por crime de estelionato.


Apreensão de dinheiro falso bate recorde

Pernambuco está na mira dos falsários. Números da Delegacia Regional do Banco Central (BC) colocam o estado como o local preferido pelos bandidos para o repasse de dinheiro falso no Nordeste. Nos seis primeiros meses deste ano, a regional do Recife, que fiscaliza ainda a Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas, contabilizou apreensão recorde de 12.327 notas falsas, das quais mais de 60% só em Pernambuco. Para se ter uma idéia do que representa o montante, nessa mesma área, em todo ano de 97 foram apreendidas 8095 notas que representaram R$ 311.540,00. Em 98, o número quase dobrou e atingiu 14.146 e um valor de R$ 317.550,00, e em 99 R$ 343.325,00. Os índices, além de garantirem a Pernambuco o primeiro lugar do Nordeste em circulação de dinheiro falso, colocaram o estado na terceira posição no ranking nacional, sendo responsável por 10% de todo dinheiro falso do Brasil. À sua frente estão apenas São Paulo, responsável por 47%, e o Rio de Janeiro com 17%. Para o delegado-adjunto do Banco Central no Recife, Eugênio Dias, os números preocupam, mas estão longe de serem considerados um derrame. Ele diz que o aumento da falsificação se deve à estabilização do Real, pois a moeda forte despertou o interesse dos bandidos. A expansão do dinheiro falso mostrou um dado curioso. A elevação no número de cédulas frias, revelou que as notas de R$ 10,00 passaram a ser as preferidas pelos falsários. Há dois anos as cédulas de R$ 50,00 representavam 60% das falsificações, contra 32% das de R$ 10,00. Hoje as de R$ 50,00 aparecem em segundo lugar com 23%, enquanto as de R$ 10,00 abocanham 70% desse comércio. O índices levam a crer que as notas mais altas que estão em circulação, foram "fabricadas" há dois anos. ALERTA - "A população precisa estar atenta ao receber qualquer nota", alerta o assessor de imprensa da Polícia Federal, Jayme Lielson. Ele conta que já foram feitas apreensões envolvendo cédulas de 1, 5, 10, 50, 100 reais. As técnicas também variam. São fotocópias, xérox, scanner, pinturas e, principalmente, off set. Segundo Lielson os pontos de atuação preferidos pelos bandidos são o interior do estado, e locais de grande concentração como feiras livres e shows. O assessor adianta que existe um mercado, onde os falsificadores vendem a "cédula fria" e dependendo da falsificação, o valor varia de 5 a 40% do dinheiro legítimo. O negócio está tão difundido que elas estão presentes até em caixas eletrônicos dos bancos. A empresária Daniela Gouveia foi, no mês de março, ao Banco Bilbao Vizcaya e ao retirar R$ 200,00, teve uma surpresa, uma das notas de R$ 50,00 era falsa. Por conta disso atrasou um pagamento e teve que lutar muito para ser ressarcida pelo Bilbao. Nem todos tem a mesma sorte, uma estudante da Universidade Católica de Pernambuco, que pede para não ser identificada, conta foi vítima do mesmo problema em outro estabelecimento, só que como foi informada de que não teria o dinheiro trocado, repassou em um supermercado para não ficar no prejuízo. O artigo 289 do Código Penal Brasileiro diz que o crime de falsificação dá de 3 a 12 anos de prisão para quem for pego praticando o delito. Já para quem repassa o dinheiro sabendo que não é verdadeiro, pode ficar de seis meses a dois anos na cadeia. A legislação é dura até com as empresas de publicidade, pois faz algumas restrições e alerta que para desenvolverem qualquer protótipo de dinheiro, os publicitários precisam de autorização do BC sob pena de ter todo o material apreendido. PROVIDÊNCIA - Mesmo dizendo que a situação não se trata de derrame, o BC se armou e para enfrentar os fraudadores, e passou a oferecer aulas para a população de como identificar a nota suspeita. Qualquer pessoa pode solicitar o curso que é gratuito, tem duração de um dia e aborda assuntos que contam da história da moeda e como reconhecer vários tipos de falsificação. Para esse trabalho existem dois peritos, mas para atender a demanda do público, o BC está formando uma turma de dez técnicos para fazerem o serviço e ajudar no combate ao crime.


Lotérica tem prejuízo com nota falsa

Empresário acredita em derrame de cédulas - Diogo Vargas

O agente lotérico Gilmar Socha, proprietário de quatro estabelecimentos (centro e zona Sul), diz receber notas falsas diariamente. Ele observa que a circulação de dinheiro falso em Joinville pode ser bem superior do que imagina a Polícia Federal (PF). "Acredito que haja um derrame de dinheiro falso na cidade", suspeita o dono da Kiko Loterias, alegando um prejuízo de R$ 1 mil com a ação dos falsários.
Assim como a PF, o lotérico também aponta a nota de R$ 50,00 como a líder em falsificação. Embora os policiais federais qualifiquem as falsificações como de baixa qualidade, Gilmar Socha afirma que há cédulas praticamente iguais às verdadeiras e que podem enganar até mesmo quem lida freqüentemente com dinheiro.
Ao reunir a imprensa na última quinta-feira para alertar sobre o aumento da circulação de notas falsas no Norte catarinense, a chefia da Delegacia da PF disse que a qualidade da falsificação não é extraordinária e afirmou não crer que a ação seja de responsabilidade de quadrilhas especializadas. A PF também não considera a onda como um derrame de dinheiro falso na cidade. Mesmo assim está numa verdadeira campanha para tentar diminuir esse tipo de crime e recomenda prevenção à população, que deve observar as principais características das notas verdadeiras, como marca d'água, impressão em alto-relevo, fio de segurança, fibras coloridas e fundos especiais. Na edição de ontem, o AN Cidade publicou uma infografia ensinando como identificar as cédulas falsas de R$ 20 e R$ 50,00. Hoje, é a vez da nota de R$ 10,00.

Não se deixe enganar

O que verificar na cédula de R$ 10,00 para saber se é verdadeira 

Registro coincidente ­ indica a exata coincidência das impressões contidas nos dois lados da cédula. Quando a rosa dos ventos for observada contra a luz, permitirá visualizar a mudança de coloração de parte de suas pontas.

Filtro verificador ­ é um elemento de verificação de autenticidade da cédula, formado pela área impressa em tinta vermelha no centro da janela transparente. Quando a cédula for dobrada e o filtro vermelho for sobreposto a uma das embarcações impressas no lado oposto da cédula, observa-se em seu interior o realce do número "10".

Marca tátil ­ sobre a janela transparente há uma impressão, sem tinta, do número "10", perceptível pelo tato.

Janela transparente ­ compõe parte do desenho da rosa dos ventos (centro e pontas), contendo combinações de áreas totalmente transparentes e em meios-tons.

Fio de segurança ­ atravessa a cédula de alto a baixo e possui propriedade magnética, que serve para a leitura por equipamento eletrônico de seleção e contagem.

Marca d'água ­ é representada por uma das embarcações de Cabral, visível por transparência quando a cédula for observada contra a luz. Variações de tons, do claro para o escuro definem a imagem, conferindo-lhe um efeito tridimensional semelhante ao da marca d'água das cédulas de papel.

Impressão em alto relevo ­ relevo de tinta perceptível ao tato em algumas áreas da cédula, como a efígie de Cabral, o mapa "Terra Brasilis", as legendas "Banco Central do Brasil", "Dez Reais", o número "10" e as imagens de brasileiros contidas no verso.

Elemento visível sob luz ultravioleta ­ o número "10" é visível sobre o mapa "Terra Brasilis" quando a frente da cédula for observada sob luz ultravioleta.

Imagem latente ­ com a nota deitada na altura dos olhos e sob luz abundante, ficarão visíveis as letras "B" e "C" existentes nos azulejos decorativos portugueses, localizados na parte inferior esquerda da frente da cédula.

Fundos especiais ­ são formados por linhas multidirecionais que colorem a cédula.

Microimpressões ­ letras e números impressos em tamanho diminuto, visíveis com auxílio de lente, formando a expressão "Brasil 500 Anos", as siglas dos estados brasileiros, as letras "B" e "C" e o número "10".

As cédulas de 10 reais de papel continuam valendo

Pode ser "Pedro A. Cabral" ou "Pedro Álvares Cabral"
Pode ser a legenda "Deus seja louvado" em laranja ou azul.
Todas estas formas são legítimas. A falsa é de papel !


As 'verdinhas' vão deixar de ser verdes

A nota de US$ 20 vai mudar de cor. Pela primeira vez na história moderna dos Estados Unidos, uma cédula vai ter uma cor diferente da verde. A nova cor, no entanto, ainda não foi anunciada. A Casa da Moeda americana revelou apenas que a nota terá novas imagens, inclusive uma da Casa Branca, e do ex-presidente Andrew Jackson, além de outros ajustes mantidos em sigilo. A apresentação oficial está marcada para 27 de março e deverá entrar em circulação no segundo semestre. De acordo com Serviço Secreto dos EUA, existe uma grande porcentagem de dinheiro falso em circulação, produzido por computador. As mudanças têm o objetivo de combater o aumento do número de cédulas falsas, que cresceu de 1% em 1995 para 40% em 2002. A última mudança no desenho das notas aconteceu em 1996, quando foi introduzido uma cédula de US$ 100 com detalhes para evitar as fraudes. Uma nova cédula de US$ 50 foi lançada em 1997, seguida por outra de US$ 20 em 1998 e outras de US$ 5 e de US$ 10 em 2000. As alterações incluíram uma tinta que mudava de cor: conforme o ângulo de visão, ela ficava verde ou preta. Também foram introduzidas uma marca d'água só visível contra a luz e uma faixa vertical nas notas. No entanto, especialistas alertam para vulnerabilidades nas cédulas, mesmo com as mudanças. Dennis Forgue, operador de câmbio e especialista em medidas contra fraudes, diz que muitos falsificadores internacionais conseguem apagar a superfície de notas de dólar de pequeno valor para depois imprimirem digitalmente uma nova face, com valores maiores, mantendo a marca d'água e a faixa de segurança. "Sem um tipo de tinta que penetre no papel, as novas notas não vão resolver o problema."


Proteja-se das notas falsas

Muitas pessoas estão tendo prejuízos com as notas falsas. Para não cair nesse golpe é importante ficar atento às células, que quando não são verdadeiras, podem apresentar algumas alterações, conforme explica o delegado Francisco Paulo de Oliveira Lima. A nota verdadeira é mais espessa por causa da tinta, sua textura é diferente. Um teste importante : passar o dedo sobre a nota. Entre o número e a face, que estão estampadas na célula, existe uma região serrilhada. Esse local é mais áspero que todo o restante da nota. Passe o dedo nessa parte. Nas falsas, essa região é lisa, enquanto na verdadeira é áspera.

Estrela - Outro teste é dobrar ao meio a estrela que fica na extremidade da nota. Essa estrela existe nos dois lados da célula. A dobra deve ser feita a partir da ponta superior da estrela. Se no outro lado da célula, a dobra ficou igualzinha, a nota tem grandes chances de ser verdadeira. Colocar a célula contra a luz para observar a marca d´água e ver se está bem definida também é importante. Outra dica é verificar se a nota tem o fio de segurança. Nas falsificações. Nas falsificações mais grosseiras esses detalhes não existem. Segundo o delegado, algumas notas que não são verdadeiras têm um aspecto envelhecido e às vezes são mais finas. Existem, no entanto, falsificações quase perfeitas. "A solicitação é tão grande que somente um perito consegue identificar", diz o delegado. Ele fala que quando a nota é produzida a partir de outra nota, fica mais difícil de identificá-la. "Usam muito a nota de R$ 1,00 para lavar e fazer a sobreposição de outro valor. Por isso, a falsa fica tão perfeita." As notas mais freqüentemente adulteradas são as de R$ 50,00 e R$ 10,00

Tato - Uma das situações mais irritantes é constatar que entre as notas recém-sacadas em um caixa eletrônico ou recebido no troco há uma que é falsa. Muita gente já passou por isso e a maioria não sabe o que fazer. São Paulo enfrenta há anos um derrame de notas falsificadas e é preciso muita atenção para não ficar no prejuízo. O delegado Manoel Camassa também sugere alguns procedimentos para que as pessoas evitem receber dinheiro falso. Ele reforça que um deles é prestar muita atenção na textura da célula. Também é importante, ao sacar o dinheiro em caixa eletrônico, observar cada célula, pois várias notas "frias" já foram retiradas por clientes nesses locais. Nesse caso, o delegado ratifica que deve-se observar além da marca d´água, o fio de segurança e o registro (símbolo que fica à direita do papel moeda, sempre em formato de círculo e com uma estrela no meio). O fio de segurança é encontrado nas notas novas (agora com a efígie da República) de R$ 10,00 , R$ 50,00 e R$ 100,00 e nas antigas de R$ 1,00 e R$ 5,00. Em caso de dúvida, compare a cédula suspeita com uma outra. Se a vítima tem certeza de que adquiriu a nota num caixa eletrônico ou numa agência bancária deve procurar o banco onde tem conta para tentar ressarcimento e se tomou conhecimento de que a nota que possui é falsa, jamais deve tentar repassá-la. É crime. Pode, portanto, responder penalmente pela atitude.


Real é alvo dos falsificadores

Desde a estabilização da moeda nacional o derrame de dólares caiu em Santa Catarina  Marcos de Oliveira

Joinville - O derrame de dinheiro falso em Santa Catarina aumentou depois da estabilização da Moeda. A maior incidência vem sendo observada durantes as festas de outubro.Na Fenachopp, pelo menos, quatro casos, foram flagrados por policiais militares. O delegado federal Milton Bairros da Rosa diz que, de janeiro a setembro deste ano somam R$ 4.765,00 em notas falsas apreendidas em Joinville. Durante o ano de 1997 a PF recolheu R$ 5.419,00. O policial diz que a situação é preocupante porque as informações dão conta que está aumentando consideravelmente este tipo de crime.

Envolvimento

Para a PF um dos principais envolvidos com os grupos especializados neste tipo de crime em Joinville é Vilson Leodoro Evaristo que está com mandado de prisão preventiva decretada e encontra-se foragido.O nome de Evaristo surgiu durante uma apreensão de cédulas "frias" realizada em Blumenau. Uma ação policial conjunta levou os agentes da PF até a residência do acusado na rua Nova Veneza, no bairro Itaum. Minutos antes da chegada dos policiais ele conseguiu escapar.Mas no local os federais encontraram restos de reais na churrasqueira onde teria tentado destruir parte de um lote de cédulas falsificadas, muita química, notas velhas e um computador usado para o crime. "As provas são evidentes e comprometem Evaristo", garante Bairros da Rosa.

Incidência

Em Joinville o maior número de apreensões de dinheiro falso é realizado pela Polícia Militar. De janeiro até 19 de outubro foram retiradas de circulação 51 cédulas, sendo 41 de 50 reais, 10 de R$ 10,00 e uma nota de R$ 100,00. Conforme a Central de Operações Policial Militar, 37 foram apreendidas em estabelecimentos, 10 em outros locais e quatro na Fenachopp.

Golpistas presos não escapam da condenação

Joinville - O delegado federal Milton Bairros da Rosa destaca a atuação da Justiça no julgamento dos indiciados ou presos em flagrante pela PF. "Todos resultaram em condenações", lembra. Pedro Juscelino Antunes, preso em maio do ano passado por policiais rodoviários federais efetuando compras no comercio do distrito de Pirabeiraba com dinheiro falso.Ao ser surpreendido pelos patrulheiros, Antunes tinha ainda uma nota de R$ 100,00 "fria", carteira de identidade e de motorista falsas. Estava acompanhado da mulher e foi levado para a delegacia da PF, onde foi reconhecido por, pelo menos, quatro comerciantes. Neste caso a sentença da Justiça Federal foi de 5 anos 4 meses de reclusão. Pedro Antunes está recolhido no presídio de Joinville.Outro condenado pelo mesmo crime foi Marcos Horch, que em 1990 procurou uma imobiliária onde, usando nome falso, adquiriu um terreno utilizando US$ 4 mil em notas falsas de 100 como parte do pagamento. Na casa de Marcos a polícia apreendeu mais US$ 5.600,00 "frios". Em 10 de dezembro de 1996 ele foi preso pelos federais e condenado pela 3ª Vara da Justiça Federal a 3 anos de cadeia.Bairros da Rosa lembra do caso que envolveu Gessimar Teixeira e Paulo Cezar da Silva. Depois de assaltar uma agência bancária de Penha, foram presos e tiveram as fotos publicadas em jornais. Foram reconhecidos pelo proprietário de uma lanchonete de Pirabeiraba onde passaram uma nota de R$ 50,00 falsa. Eles foram indiciados e estão presos aguardando decisão da Justiça.O policial alerta as pessoas para cuidarem muito quando recebem dinheiro em festas de igreja, de colégios, bares e boates, "os locais com pouca luminosidade são os preferidos dos falsificadores", observa.(MO)

Volume é menor em relação a 97 Florianópolis - Além das cédulas, os falsificadores já estão produzindo moedas em níquel. Apesar do volume de notas falsas derramadas durante as festas ter reduzido em quase 40% este ano em relação ao mesmo período de 1997, o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que centraliza as tesourarias nos principais eventos já recebeu este mês 56 cédulas falsas. A Oktoberfest, realizada em Blumenau, é a preferida dos falsificadores. Durante a festa deste ano em Blumenau, o banco recolheu 40 cédulas de R$ 50,00, três de R$ 100,00 e cinco de R$ 10,00 - todas falsificadas, totalizando R$ 2.350,00.

Facilidade

O chefe da divisão do meio circulante do Besc, Luiz Fernando Ferreira, 41 anos, explica que por se tratar de uma festa que concentra o maior número de pessoas em relação as outras, o golpista se sente mais a vontade para repassá-las. "E também é mais fácil para cair fora", diz Ferreira. Embora em menor número, as festas em Joinville, Jaraguá do Sul e Brusque não escaparam da ação dos falsificadores. Na Fenarreco em Brusque foram recolhidas três notas de R$ 50,00, e durante a Schützenfest, em Jaraguá do Sul, foram detectadas duas cédulas também de R$ 50,00. (Silvia Pinter)


Num golpe inédito, assaltantes entram em avião e levam papel-moeda.

Foi fácil, na quarta-feira 24, seis homens armados com fuzis AR-15 e minimetralhadoras não encontraram dificuldades para assaltar um avião Fokker-100 da TAM, em plena pista do aeroporto de São José dos Campos, em São Paulo. Eles levaram 450 quilos de dinheiro, distribuídos em 18 malotes da Brink's Transportadora de Valores. A ação foi cinematográfica. Às 8h30, três rapazes usando os nomes de José Oliveira, Paulo Rodrigo e Marcelo Costa compraram, no próprio aeroporto, passagens para São Paulo. Eles pagaram R$ 110 em notas de cinco, com dinheiro falso. Não precisaram mostrar documentos para receber o cartão de embarque e ainda levaram as armas a bordo sem problemas, pois o aeroporto não tem detector de metais. Às 9h15, embarcaram com outros 16 passageiros, entre eles dois seguranças da Brink's, à paisana. No avião, sacaram as armas. "Não olhem para mim", disse um dos assaltantes. "Só queremos o dinheiro que está no porão." Outro assaltante, cuja barba e bigode postiços insistiam em se descolar do rosto, imobilizou as aeromoças Flávia Fusetti Fernandez e Márcia Lopes da Silva. O terceiro rendeu o piloto e co-piloto. "Abra", ordenou. Nervoso, o co-piloto Lourival Rodrigues abriu a janela. "Não é isso. Quero abrir o porão de carga", explicou. Em seguida, mais três homens armados em uma picape F-1000 romperam um frágil portão de ferro, estacionaram ao lado do avião, recolheram a dinheirama e saíram em disparada, levando as aeromoças como reféns. "Eles estavam calmos e nos abandonaram onde pedimos", disse a aeromoça Márcia, libertada com a colega a um quilômetro do aeroporto.
A Polícia Militar, acionada ainda durante o assalto, cercou as saídas da cidade. Os assaltantes, então, abandonaram a picape e se dividiram em dois carros: um Tipo e uma Saveiro. Os três que estavam na Saveiro trocaram tiros com a polícia na via Dutra. Só inocentes foram alvejados. Parados na barreira policial, o caminhoneiro Wandir da Silva levou um tiro no tórax e o estudante Alexandre José da Silva foi ferido na perna direita. A PM alcançou a Saveiro e Jasson de Santana Lima foi preso e reconhecido na delegacia. Até quinta-feira, a polícia não tinha pistas dos fugitivos, nem do dinheiro, cuja quantia permanece um mistério. Segundo a Brink's foram roubados R$ 500 mil. Na delegacia de São José, porém, falava-se em cerca de R$ 5 milhões. Entre os 450 quilos de dinheiro não havia uma única moeda. Era tudo papel. O que o assalto ao "avião pagador" revela é a fragilidade da segurança dos aeroportos brasileiros. Apesar do transporte de dinheiro ser rotineiro em São José, apenas uma tela de arame separa os aviões da rua e não existe um único posto policial no local. O Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA), que até o início do mês gerenciava o aeroporto, sustenta que desde 5 de abril esta tarefa cabe à Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e que as empresas aéreas são as responsáveis por suas cargas. A TAM afirma que a segurança dos aeroportos deve ser feita pela Infraero. Esta, por sua vez, apenas informa que vai abrir uma sindicância para apurar o caso.


Traficantes tinham R$ 4 mil em cédulas falsas

Sorocaba, SP - Ao prender, nesta terça-feira, três homens suspeitos de tráfico de drogas, a Polícia Civil de Sorocaba começou a desmantelar uma quadrilha que há vários meses vem espalhando dinheiro falso na região. Os acusados, Marco Antonio Baggio e os irmãos Fernando e Kleber Pacola, vinham sendo investigados há três semanas como suspeitos de distribuir drogas em escolas e pontos comerciais da região. Eles estavam sendo seguidos e foram abordados quando pararam o carro possivelmente para passar a droga. Os suspeitos ainda tentaram furar o cerco, mas oram rendidos. Além de 425 gramas de maconha, os policiais encontraram no carro R$ 4 mil em cédulas de R$ 50,00, falsas. As notas eram de boa qualidade, semelhantes a outras já apreendidas, este ano, no comércio e em bancos da cidade. Tinham, no entanto, textura mais lisa do que as cédulas verdadeiras e tons das cores mais intensos. Segundo o delegado Marcelo Carriel, a falsificação só era percebida através de um exame mais apurado. Os suspeitos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e porte de dinheiro falso. Esta foi a terceira apreensão de cédulas falsificadas em menos de uma semana na região. No dia 20, a polícia apreendeu R$ 2.400,00 em notas de R$ 50,00 no município de Alambari. No último sábado, outros R$ 2.500,00 foram apreendidos em Sorocaba.


Vai ficar mais difícil falsificar a nota de R$ 50

Banco Central vai inserir novos elementos, já presentes nas cédulas de R$ 2 e de 220,00 para inibir a ação dos falsários. O objetivo é que a nota de R$ 50,00 com as alterações entre em circulação no ano que vem.O Banco Central vai fazer mudanças nas notas de R$ 50 para dificultar a ação dos falsificadores. Três itens de segurança, presentes atualmente nas cédulas de R$ 2 e R$ 20, serão colocados também nas de R$ 50. São eles a marca d'água diferenciada (no caso da nota de R$ 50, será a onça pintada com o número 50), a alteração da trama no canto inferior esquerdo, onde se lêem as letras "B" e "C", e o símbolo das armas nacionais com registro coincidente. Esses elementos básicos já têm a inserção decidida nas novas cédulas de R$ 50 que deverão ser lançadas no início de 2004, informou ontem, o chefe do Meio Circulante do BC, José dos Santos Barbosa. Outros elementos poderão dar uma melhoria às notas, como o uso de uma banda holográfica adotada nas cédulas de R$ 20, atendendo à recomendação da Interpol, e uma tinta especial usada no dólar e no euro, e mais recentemente no peso mexicano, que muda de cor à medida que a cédula se movimenta. Barbosa afirmou que serão usados pelo BC os dispositivos que inibem a reprodução das notas por fotocopiadora colorida ou por scanner. As melhorias serão definidas ao longo deste ano, durante reuniões que se sucederão entre o Meio Circulante do BC e a Casa da Moeda. A partir de 2004, as cédulas novas vão circular junto com as atuais. Este ano, a nota de R$ 50 já ganhou o posto de preferida dos falsificadores, ultrapassando a de R$ 10. Das 32 mil notas falsas apreendidas este ano, 16 mil são de R$ 50 e nove mil, de R$ 10. Em relação ao total das cédulas de real, no ano passado, o BC apreendeu 396 mil notas falsificadas, a maior parte em São Paulo. O Estado respondeu por 36% das fraudes, ou o equivalente a 144 mil apreensões, seguido por Minas Gerais, com 11%, e Rio, com 10%.


FRAUDES "CRIMINOSAS" E COMERCIAIS

A carta da Nigéria clássica

As variantes da "carta da Nigéria" na era digital

Empréstimos com "Seguro Garantia" para fins "Especiais"

Micro-Empréstimos com "Seguro Garantia" a moda Brasileira ...

As malas diplomáticas e seus "supostos" usos

A troca de "dinheiro bom" por "dinheiro falso"

A limpeza dos Dólares "Pintados"

Operações de "cambio" com moedas ou títulos

O Cartão de credito

As Minas e Jazidas (e seus títulos) para investir, vender ou explorar

A carta da Nigéria clássica

O investidor ou empresário recebe uma carta supostamente enviada por algum alto funcionário publico da Nigéria (país da África onde reina a corrupção e o caos). Nesta carta o remetente propõe ao destinatário de entrar como parceiro numa operação de extravio de dinheiro obtido através de corrupção ou falsas transações. Normalmente pede-se de aparecer como o fornecedor estrangeiro de alguma mercadoria ou serviço que está querendo ser pago pelo governo da Nigéria (ou pela N.N.P.C. companhia de petróleo nigeriana, também do governo). O montante é geralmente elevado (mais de 10 milhões de USD). Se o destinatário gostar da idéia tem que entrar em contato ligando um numero na Nigéria. Depois do primeiro contato ele vai receber por fax toneladas de falsos documentos cheios de carimbos e com aparência oficial e autentica que supostamente comprovariam a evolução do processo de liberação do dinheiro a favor da vitima. Depois de algum tempo, e quando a vitima é considerada suficientemente envolvida, os "parceiros" nigerianos pedem uma ajuda financeira para a liberação final do dinheiro. Esta ajuda pode ser necessária para a compra de algum novo funcionário, para a autenticação de algum documento final, para pagamento de advogados ou tabeliões, para pagar alguma taxa ou imposto prévio e necessário para a liberação do dinheiro etc… O montante necessário varia, normalmente, de 10 até 100 mil USD, muitas vezes divididos entre varias "motivações" sucessivas. Se a vitima enviar o dinheiro os "parceiros" nigerianos conseguiram o que desejavam … roubar de 10 a 100 mil USD a um estrangeiro !! ... Veja aqui uma das tais cartas ...

As variantes da "carta da Nigéria" na era digital

Recebi da Europa e também de algumas empresas e pessoas brasileiras uma longa serie de denuncias interessantes. Parece que os bandidos "africanos" se modernizaram e introduziram alterações ao esquema tradicional da carta da Nigéria. Agora a tal carta chega, muitas vezes, por e-mail. Os paises envolvidos não são mais só a Nigéria mas também outros paises africanos quais África do Sul, Sierra Leoa, Libéria, Costa do Marfim, Tanzania, Congo, Ghana e varios outros paises que passaram por "turbulências", no mundo todo. Além disso o objetivo não é mais só pegar dinheiro da vitima mas também informações reservadas quais dados sobre empresas ou contas bancarias, no país ou no exterior, que depois são usados para outras fraudes ou como referência para fraudar novas vitimas envolvendo o nome de empresas serias. O esquema e os detalhes podem variar bastante de caso a caso. Tem golpistas dizendo que são parentes do ex-ditador da Nigéria (Gen. Sani Abacha), do ex-presidente da Iugoslávia (Slobodan Milosevic) ou de outros "ex-poderosos", outros dizem que tem diamantes, ouro ou dinheiro (muitas vezes supostamente extraviados) bloqueados ou escondidos ou prontos para serem transferidos por alguma razão. Vi até um caso de uma suposta herança européia bloqueada num banco africano (gostaria de saber quem usaria um banco africano para deixar uma herança ... só mesmo se for para um inimigo). O conceito de base do golpe é sempre parecido com o da "Carta da Nigéria" tradicional ou, de forma geral, com o das fraudes do tipo "advance fee" ... com a variante de tentar também obter informações "delicadas" para futuro uso fraudulento. Tomem cuidado !
Veja aqui algumas das e-mails recebidas por empresas brasileiras.

Empréstimos com "Seguro Garantia" para fins "Especiais"

Este tipo de fraude até agora só encontrei na Europa, mas não é muito freqüente sendo que envolve um esquema bastante complicado. Em síntese uma pessoa (com freqüência um profissional) se aproxima de um empresário com capacidade financeira e, fornecendo uma historia sobre alguma operação espetacular (muitas vezes um "roll program" ou algo assim) pede um empréstimo fora dos canais e modos normais para poder bancar esta operação. Como garantia oferece uma "apólice de seguro garantia" emitida por alguma companhia estrangeira que aparentemente tem as condições de fazer isso (capital razoavelmente elevado, sede em pais da CEE etc...). Se a vitima cair nesta conversa o dinheiro que ele emprestar vai sumir, a apólice não vai pagar alegando que o contrato foi emitido com intenções "fraudulentas", sendo que a companhia poderá produzir uma carta do tomador do empréstimo dizendo que "o contrato foi arranjado para fraudar a companhia". O tomador obviamente desaparecerá e resultará ser um cara pluri-protestado e cheio de dividas. Ninguém até agora conseguiu demonstrar que as companhias usadas sejam cúmplices do esquema, mas existem fortes duvidas a respeito. Cuidados especiais com companhias de segunda linha baseadas em paraísos fiscais, na Bélgica em Luxemburgo e na Suíça. A segurança melhor é pedir uma companhia de porte e renome e sobretudo que claramente seja especializada neste tipo de apólices. Fuja de companhias de resseguros de segunda linha que se dizem prontas a emitir apólices de "seguros" (que não é o mesmo que "resseguros" !!).

Micro-Empréstimos com "Seguro Garantia" a moda Brasileira ...

Um visitante relatou um tipo de fraude bem brasileira cuja difusão me foi, mais tarde, confirmada por outras fontes fidedignas. Na pratica trata-se de uma variante das fraudes de tipo "advance fee". A quadrilha de fraudadores, através de anúncios ou outras formas de publicidade, se apresenta como sociedade financeira a propõe financiamentos pessoais (coisas na casa de até 10-15.000 R$ normalmente, mas pode ser mais) ou para pequenas empresas baseado em seguros de garantia. Na pratica você deve pagar para uma seguradora um premio para que esta seguradora emita uma apólice garantindo o montante que será emprestado a você. Isso NÃO EXISTE !! Nenhuma seguradora nunca irá fazer um seguro destes para um desconhecido e sem que este forneça, além do premio a ser pago, adequadas informações, referencias e garantias reais (imóveis, títulos, recebiveis ...). Quem acreditou que isso aconteça depositou o dinheiro para o presunto seguro (5-10% do valor do financiamento) numa conta particular dos fraudadores (outro perigo, porque não depositar então na conta da própria seguradora) e nunca viu a cor do dinheiro do empréstimo. Ou seja perdeu o valor do premio do seguro.

As malas diplomáticas e seus "supostos" usos

Trata-se de fraudes muito variadas onde não existe um padrão especifico. Em síntese alguém propõe uma operação (que pode ser de contrabando, de lavagem de dinheiro, de distribuição de dinheiro falso ou outras parecidas) que tem como seu fator determinante a possibilidade de transportar a "mercadoria perigosa" através do uso de uma mala diplomática (que, conforme estabelecido pela Convenção de Viena de 1961, é isenta de controles e não pode ser aberta por autoridades de paises estrangeiros). Esta possibilidade seria oferecida por algum funcionário, muitas vezes da Africa ou de algum país do antigo "pacto de Varsóvia", em troca de dinheiro ou de uma participação na operação. Você vai ver muita coisa, pessoas que se dizem diplomáticos, a mercadoria perigosa e talvez até a famosa mala diplomática ... As vezes a mala diplomática entra na historia para justificar outras situações.
A fraude vai aparecer normalmente na hora em que com alguma motivação você vai ter de prover uma pequena (ou grande) quantia de dinheiro para que a operação possa acontecer.

A troca de "dinheiro bom" por "dinheiro falso"

Esta fraude aconteceu na Europa e eu tomei conhecimento por vias indiretas, mas confiáveis. Uma pessoa propôs a um profissional reputado (e com boa capacidade financeira) de cooperar em um esquema de troca de dinheiro falso por dinheiro bom. Na pratica contou que uma organização tinha conseguido exemplares usados (mas ainda bons) das matrizes originais para impressão de notas de um país europeu (que deveriam ter sido destruídas) e de um lote do papel usado para imprimi-las. Este grupo estava, portanto, em condição de produzir notas absolutamente perfeitas, mas dizia ter problemas em depositar este dinheiro por causa de precedentes criminosos. Precisava, portanto de alguém com o nome limpo e possivelmente reputado para cuidar da operação. Em troca estavam dispostos a reconhecer uma generosa participação de 50% nos lucros. Ou seja, o empresário iria comprar as notas por 50% do valor e depois depositar-las em um banco (na Suíça ?) para que virassem disponíveis para uso em quantias elevadas. As primeiras duas operações de troca foram bem sucedidas, o empresário trocou mais ou menos o equivalente a 10.000 USD por notas valendo o dobro e as depositou sem problemas no banco dele (as notas provavelmente eram autenticas e não falsas), levando para casa um lucro de 20.000 USD (nada mal, heim!). Depois os criminosos declararam que não podiam mais continuar fazendo operações de 10.000 USD sendo que o volume a ser "distribuído" era muito maior e com estas pequenas operações iriam ter problemas. Pediram para fazer operações de no mínimo 200.000 USD de cada vez. O empresário, segundo o que ouvi, caiu na armadilha. Arrumou os 200.000 USD e foi trocar por 400.000 USD "falsos", o problema aconteceu quando ele apresentou estes 400.000 no banco, estes sim eram falsos e até grosseiros.
Uma variante desta fraude aconteceu também com dinheiro a ser reciclado porque de proveniência ilícita. O empresário (um outro, obviamente) comprava USD de "suposta" origem ilícita por 50% do valor e os depositava no nome dele numa conta no exterior. Depois das primeiras pequenas operações ele recebia falsos grosseiros (também de origem ilícita, mas por uma outra razão .o falso).
Nestas ultimas duas fraudes, além do prejuízo econômico, existe um risco elevadíssimo de acabar envolvidos em ilícitos graves quais lavagem de dinheiro, falsificação etc ...

A limpeza dos Dólares "Pintados"

Alguém contata você (com freqüência da África, mas já vi acontecer isso localmente na Europa e em outros paises) dizendo que por alguma razão bem sigilosa possui uma grande quantia de Dólares Americanos "pretos". A historia será mais ou menos esta: A CIA pintou estes dólares com uma tinta preta especial para se garantir durante o transporte dos mesmos para certas áreas perigosas do mundo (quase sempre no âmbito de operações "especiais"). Para remoção da tinta é necessário um produto químico extremamente raro e especial (e portanto caro). Eles têm o contato com alguém que vende este produto mas não tem o dinheiro para comprá-lo... se você comprar o produto e ajudar eles a remover a tinta preta metade dos dólares serão seus. Obviamente o suposto vendedor do "produto químico" é um amigo deles e uma vez que você tiver pago o "produto químico" nunca mais ouvirá falar do negocio ou destas pessoas ... e nem do dinheiro que gastou ! Veja um exemplar de carta deste tipo.

Operações de "cambio" com moedas ou títulos

O esquema é simples. O intermediário explicará que através de um contato comercial ele pode adquirir (ou já tem) uma quantia relevante de uma moeda ou de um titulo de governo estrangeiro, não livremente conversível (típicas são algumas moedas de países árabes fechados mas ricos em petróleo como a Líbia e o IRAQUE ou de outros países africanos). A compra pode ser efetuada com uma elevada margem de desconto (por volta de 50%) sobre o valor real da moeda ou dos títulos que supostamente ele estará em condição de trocar por dólares, graças a relações comerciais ou políticas, dividas com aquele país que podem ser pagos usando esta moeda etc. O que ele precisa é o montante necessário para a compra com desconto ou para a viabilização da operação. Se o investidor fornecer este dinheiro estará frito pois descobrirá que o dinheiro ou títulos comprados são falsos ou que não tem valor nenhum. Existem muitas variantes desta fraudes. Operações parecidas aparecem periodicamente usando dólares ou outras moedas famosas (muito usado o Marco Alemão, que, lembrem-se, não existe mais tendo sido substituído pelo EURO), de suposta origem ilegal. O objetivo é sempre o mesmo, pegar dinheiro bom e deixar na mão da vitima papeis falsos. As chaves da fraude também sempre as mesmas, ignorância (quem sabe distinguir com segurança papeis bons de papeis falsos ??), gananciosidade e gostinho do "ilegal" e do "exclusivo". Veja aqui um exemplar de nota de 250 dinars muito usada no Brasil para estas fraudes.

O Cartão de credito

Fraudes com cartão de credito são comuns, normalmente envolvem pequenas quantias, mas em alguns casos podem dar problemas maiores. Não existe um esquema único e por isso não se pode dar uma descrição exata. A base desta fraude é dispor do numero do cartão de credito de uma vitima e de quantos mais outros dados sobre esta pessoa seja possível (RG, CPF, Endereço, Telefone e possivelmente até um xérox do cartão e/ou do RG).
Com isso na mão o fraudador vai tentar usar o cartão da vitima para comprar bens ou serviços que serão depois debitados na conta da vitima. Com o advento da internet isso ficou ainda mais fácil porque a maioria dos sites que vendem pela internet aceita o pagamento com cartão de credito.
Cuidado a não fornecer estes dados a desconhecidos ou fora de estabelecimentos comerciais sérios. Em muitos casos os golpistas obtêm os dados da vitima graças à colaboração de algum funcionário desonesto de um estabelecimento comercial que, na ocasião de uma compra legitima, faz uma copia dos dados do cliente. Muito freqüente é a utilização do papel carbono (e que contem todos os dados do cartão) que sobra do modulo utilizado nas maquinas manuais de debito dos cartões. Foi também relatada a existência de maquinas que clonam os dados dos cartões de credito simplesmente passando o cartão como se fosse uma maquina eletrônica de autenticação do pagamento. O conselho é portanto sempre ficar com os olhos no cartão e ver como o mesmo è utilizado.
Se alguém ligar se dizendo funcionário da administradora do Cartão de Credito peça para deixar o nome e ligue para ele de volta usando o numero oficial da administradora que você pode encontrar nas paginas amarelas. Se ligando na administradora ninguém conhecer o nome que você está procurando não se surpreenda muito ...

As Minas e Jazidas (e seus títulos) para investir, vender ou explorar

Existe toda uma inteira família de fraudes e negócios furados ligados ao setor de mineração. Na maioria dos casos tais fraudes são relativas a mineração de metais ou pedras preciosas. A mais comum è a tentativa de venda de uma suposta jazida ou mina "parada". Neste caso serão produzidos documentos (quase certamente falsos ou de qualquer maneira não verídicos) comprovando a real entidade e valor da jazida em questão. Se lembrem que todos os especialistas aconselham fazer sempre pelo menos três testes com peritos diferentes ... além disso a interpretação correta de tais dados è reservada aos especialistas.
Existe uma serie de variantes onde o que se vende são participações, ações ou títulos supostamente avalizados através de depósitos em bancos ou de "safekeepings" (veja parágrafo nos negócios furados). Em outros casos o que se pede são financiamentos supostamente para explorar a mina (ou reativar nos casos das minas "paradas") e garantidos pela própria jazida !! Em outros casos a jazida ou mina è oferecida como garantia para alguma operação financeira ou financiamento (não necessariamente ligado à exploração da mina). Já vi casos em que se tentou convencer a vitima que a garantia para um financiamento seria o ouro não ainda extraído da mina (será que este ouro existe e algum dia alguém o extrairá ?). Vi também figuras interessantes rodar o mercado oferecendo participações em operações de mineração como forma de investimento "segura" por ser ligada ao ouro ou aos diamantes (que sempre cresceram de valor). Saibam que tais investimentos quando não explicitamente furados são, no mínimo, muito arriscados.
Vi propostas de venda, ou de uso como garantia para financiamentos, relativas a quantidades de minério extraído mas não ainda elaborado e supostamente (eles apresentavam um monte de certidões) contendo altas concentrações de ouro ou outras preciosidades !!
Por terminar existem supostos títulos ou certidões de deposito de ouro não ainda extraído de jazidas ou minas. Tais títulos seriam avalizados por entidades ou instituições internacionais e são oferecidos como garantias colaterais para operações financeiras. Eu tenho fortes duvidas sobre a legalidade de tais títulos mas não tenho a menor duvida sobre o valor deles ... ZERO !!
Quando alguém oferecer a vocês qualquer operação ligada à mineração o meu conselho é ter uma postura muito critica e, se realmente estiverem interessados, pedir a ajuda e o suporte de algum especialista de confiança de vocês e de renome.

 


Documento recebido por Varican via difusão geral por e-mail.

 Proteja-se dos vigaristas - 50 contos-do-vigário ......

por Luísa Alcalde
 

Quando a esmola é demais o santo desconfia? Nem sempre. É cada dia mais difícil achar alguém que não tenha caído pelo menos alguma vez em um conto-do-vigário. Existem dezenas de golpes sendo aplicados na praça e o número de vítimas aumenta a cada ano. Os lesados poderiam ser em maior número se as pessoas não tivessem vergonha de registrar o caso em uma delegacia.

Segundo o delegado paulista Manoel Camassa, que está escrevendo um livro sobre o assunto junto com o advogado Guilherme Dias, não passa um dia sem que as delegacias de São Paulo registrem pelo menos um novo golpe. Muitas vezes, os contos antigos retornam com nova roupagem, como os que estão sendo praticados com a ajuda da tecnologia. "Antigamente, bastava uma boa lábia para ludibriar alguém", diz Camassa. "Agora, os bandidos usam celular, computador, internet, fax, anúncios classificados".

Na maioria das vezes, afirma o policial, o que faz um crime desses dar certo é o fato de muita gente querer se dar bem com um negócio da China. "Ou é por ganância ou por ingenuidade", afirma Camassa. "Alguns são fraudes cometidas para perpetrar um crime em seguida." Um dos golpes mais antigos, aplicado sobretudo em comerciantes, é o do dinheiro falso. No mais recente, divulgado semana passada, estelionatários usam o nome do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para tirar dinheiro de parentes de aposentados recém-falecidos. Esse é um dos 50 golpes descobertos por TUDO num levantamento inédito. 

1 - Seguro do falecido — O golpe foi denunciado na semana passada. Após a morte de um aposentado, os malandros procuram algum parente para dizer que a pessoa tem direito a receber um determinado valor do INSS, como se fosse um seguro de vida. Prometem liberar o dinheiro mediante comissão. Depois, depositam um cheque roubado na conta da vítima e pedem a ela para consultar o saldo. Nesse momento, o depósito aparece como "valor bloqueado". Então exigem o pagamento da comissão para desbloqueá-lo. Recebem o dinheiro e somem. 

2 - Empréstimo — O golpista anuncia nos classificados de jornais empréstimos de R$ 10 mil a R$ 200 mil, a juros baixos e com parcelamento a longo prazo. Sem fiador. O interessado liga para o telefone anunciado, geralmente um celular pré-pago, sem registro, ou mesmo roubado. Para ter liberado o dinheiro, o cliente precisa apenas depositar uma quantia em uma conta corrente, sob o pretexto de pagar as despesas bancárias. Dançou. Uma vez feito o depósito, o vigarista some e dificilmente a polícia consegue localizá-lo porque a conta bancária, claro, também é aberta com documentos falsos ou roubados.

3 - Falso mago — O malandro se faz passar por mago e anuncia seus serviços em revistas e jornais. Quando o cliente liga, ele pede o depósito de uma quantia para poder marcar a consulta, que nunca é realizada. Nessa operação, o salafrário coleta várias informações do cliente e mente ao dizer que colabora com uma entidade de crianças carentes. O segundo passo do golpe é pior. O cliente lesado recebe, um tempo depois, uma carta avisando que ele teria sido sorteado e ganhado R$ 10 mil. Só que, para receber a grana, precisa depositar 1% do valor do prêmio.

4 - Corrida paga com cheque — 
Cuidado ao emitir cheques em táxi 
Você costuma pagar corridas de táxi com cheque? Não há problema nisso, mas evite usar a caneta que o motorista lhe oferecer. Pode ser um golpe.
É aplicado por motoristas de táxi desonestos. O passageiro tenta pagar o que deve com dinheiro, o taxista diz que não tem troco e sugere que a corrida seja paga com cheque. Gentil, ele oferece uma caneta para a pessoa preencher a folha. Na pressa de sair, o passageiro não percebe que se trata de uma daquelas canetas cuja tinta porosa sai com uma solução química. E, quando o cheque cai na conta, o susto: o valor foi alterado e a corrida de R$ 10 virou R$ 100, de R$ 50 virou R$ 500, por exemplo.

5 - O golpe do seguro — Todo automóvel tem um seguro obrigatório por danos pessoais (DPVAT), para indenizar a família das vítimas de acidentes. O golpe consiste em falsificar o boletim de ocorrência, o laudo médico, o atestado de óbito e os documentos de carros envolvidos num acidente, para receber o seguro. 

6 - Carro novo — Um anúncio promete um carro novo com preço abaixo da tabela. As condições de pagamento são irresistíveis e o golpe é feito por intermédio de um telefone celular (sempre ele). O estelionatário se passa por empregado de uma montadora e dá um telefone falso da empresa, no qual atende uma secretária eletrônica como se fosse um escritório. O interessado recebe um documento (falso) por fax com o logotipo da empresa e as especificações do veículo e cobra um depósito urgente para garantir o negócio da China. Depois que o dinheiro entra na conta, o malandro desaparece.

7 - Aplicação financeira — Acontece, em geral, às sextas-feiras. Uma moça simpática telefona avisando que você foi premiado em um sorteio de uma aplicação bancária. Ela diz que pode transferir o dinheiro do prêmio para a sua conta. Basta confirmar alguns dados. Sem perceber, no meio de um longo questionário, você passa também a senha bancária, que os bandidos usam para sacar dinheiro da sua conta.

8 - Dinheiro falso — Notas de 10, 50 e 100 reais são as mais falsificadas no Brasil. Preste atenção no tipo de papel e se há borrões de impressão. Ter marca d'água é garantia de valor.

9 - Falso site — Estelionatários cibernéticos criam um site parecido com o dos bancos. Sem perceber a farsa, você digita seus dados e a senha. E depois eles fazem a festa.

10 - O Truque do falso médico - O estelionatário Paulo Roberto de Sousa Botelho foi preso no início de setembro, acusado de roubar dezenas de câmeras de filmagens. Ele se passava por médico, ligava para as empresas especializadas, contratava o serviço com a desculpa que faria uma cirurgia ou parto inédito e que, por isso, gostaria de registrar o fato. Botelho marcava o encontro em estacionamentos de hospitais. Quando a equipe de filmagem chegava ele combinava o serviço para o dia seguinte e o preço e dizia que precisava encaminhar os equipamentos na mesma hora para a sala de esterilização. Deixava uma maleta próxima a um carro que dizia ser seu e pedia para que os funcionários da filmadora tomassem conta até que voltasse. Só que desaparecia com os equipamentos.

11 - Seus números em troca de um cartão — A vítima recebe uma ligação de um falso funcionário do banco dizendo que precisa atualizar dados para abrir uma conta especial ou fornecer novo cartão de crédito. Depois, vai até a agência e tenta chegar à senha, começando pela data do nascimento do cliente ou pelos números de telefones ou documentos fornecidos.

12 - Cartão clonado por chupa-cabra — Outro perigo é ter o cartão de crédito ou de débito automático clonado naquelas maquininhas falsas de leitura magnética, as populares chupa-cabras que, com a ajuda de um chip grava os dados de cartões do cartão. Para a duplicação é um passo. 

13 - Clonagem de telefone celular — Os larápios captam, com uso de equipamentos sofisticados, o número de série eletrônico de um telefone em uso e copiam os dados para outro aparelho. Dessa forma, passam a existir dois telefones com a mesma identificação. A empresa operadora do serviço consegue perceber o problema quando começam a aparecer duas ligações simultâneas do mesmo assinante. E o valor da conta, claro, vai para o espaço.

14 - Telefone sem conta — O golpista, nesse caso, conta com a ajuda de um cúmplice funcionário de uma companhia telefônica. São habilitados vários aparelhos sem que a conta apareça no sistema de faturamento. O usuário utiliza a linha, mas não paga a conta. Nem chega a recebê-la. Com documentos falsos ou de pessoas mortas, os golpistas adquirem os telefones e os revendem a pessoas que jamais pagam a conta. E os lesados, nesse caso, são as operadoras.

15 - Lucro falso de cotas e ações — Um homem sério e educado telefona para sua residência avisando que você ganhou um dinheiro graças à venda de ações ou de cotas de um clube de lazer — a polícia acredita que eles conseguem o nome com ajuda de funcionários. Para receber a grana, você só precisa efetuar um depósito para pagar as custas do processo. Pronto, dançou. Quando ligar para solicitar informações, todo o esquema foi desmontado. 

16 - Aposentados — Pessoas que se dizem funcionários de associação de servidores aposentados abordam velhinhos na saída de bancos, agremiação de categorias e até mesmo na casa do pensionista. A história convence quando o malandro revela que o aposentado tem direito a receber reajustes atrasados. Para agilizar o processo, basta que ele faça um depósito de 10% do valor. Por exemplo: promete-se R$ 30 mil e exige-se o depósito de R$ 3 mil. O dinheiro novamente evapora.

17 - Extravio de cartão de crédito — A pessoa rouba do carteiro ou da caixa de correspondência da residência as cartas de banco com o cartão de crédito. Eles são clonados e depois enviados ao proprietário, que nem desconfia até receber o primeiro extrato. O golpista ainda telefona para a vítima passando-se por funcionário do banco pedindo que ela confirme o número da senha.

18 - Salário tentador — Os folhetos são distribuídos na rua. As chamadas são atendidas por uma secretária eletrônica ou por alguém que se diz de uma central de recados. Oferecem trabalho para ser feito em casa por salários na faixa de R$ 3 mil. Pedem que a pessoa mande um cheque para custear despesas postais e pagamento de matéria-prima e apostilas que irão ensinar o serviço. Após fazer o depósito, a vítima não consegue mais contato com os falsários porque o telefone de contato era falso.

19 - Emprego — O estelionatário descobre o endereço ou o telefone de uma pessoa desempregada e entra em contato dizendo que ela foi indicada para uma vaga. O salário é bom, R$ 2 mil. O golpista dá o endereço da falsa empresa e diz para o candidato depositar R$ 500 para a compra dos uniformes, de verão e de inverno, que serão entregues à vítima no dia em que ela supostamente começar no emprego. O fim é sempre o mesmo, você já sabe.

20 - Carro novo baratinho - O empresário paulista Ronald Kuntz, dono da Brasmarket, empresa de pesquisa de mercado, por pouco, muito pouco, não caiu em um desses golpes muito bem montados com a ajuda da tecnologia. Kuntz procurava uma perua Blazer e a encontrou em um anúncio de classificados de jornal por um preço bastante atrativo. "Bem abaixo da tabela na época", conta. Ele ligou para o número de celular anunciado e, depois de alguma conversa, os salafrários o passaram um telefone fixo para que Kuntz mandasse um fax com cópias da maioria de seus documentos pessoais. O empresário teria também de depositar um sinal para fechar o negócio em uma conta corrente. Se o carro custava R$ 40 mil, por exemplo, ele teria de depositar R$ 4 mil. Kuntz disse que ia pensar e ficou de ligar no dia seguinte. Foi a sua sorte. Com o desconfiômetro ligado, ele pediu para ver o veículo antes de depositar o valor. Insistiu, insistiu e começou a perceber que os golpistas começaram a enrolar. Enrolaram tanto que desapareceram da face da terra. Depois, todas as vezes que ele tentou ligar para o telefone do anúncio, uma voz eletrônica dizia que aquele número não existia. Era mais um golpe e, graças a intuição e bom senso, o empresário escapou.

21- Bônus — O estelionatário entra em contato com quem já foi cliente de uma companhia seguradora, dizendo que a pessoa tem direito a receber um bônus. A polícia acredita que quem passa essas informações são funcionários ou ex-funcionários. Em troca, ele pede 5% do valor total. Nesse caso, o depósito bancário é efetuado e o beneficiário fica feliz da vida, entregando o dinheiro. O problema é que o depósito da vítima foi realizado por meio de um cheque roubado, que acaba sendo estornado.

22 - Proteção policial — O malandro liga se dizendo delegado e oferece segurança extra para o cliente, em geral proprietário de um comércio, se ele fizer um anúncio na revista da corporação. Interessado no serviço, o incauto paga para o falso delegado. Já aqueles que dizem não, obrigado, passam a receber ameaças por telefone.  

23 - A vizinha que avaliava jóias - O golpe mais recente foi aplicado por uma ex-moradora do Edifício Chopin, um dos endereços cariocas mais badalados do Rio. A comerciante Vívian Gomes Borges, 29 anos, foi presa em 3 de setembro acusada de sumir com jóias de vários moradores. Aproveitando-se do fato de que os interessados, pessoas da sociedade carioca, precisavam de dinheiro mas não queriam se expor publicamente para vendê-las, ela pegava as peças a pretexto de avaliá-las e sumia. Ao ser pressionada, Vívian alegava que tinha sido assaltada e não tinha como arcar com o prejuízo. Uma das moradoras teve 14 jóias, entre anéis, relógios, pulseiras e cordões de ouro com brilhantes, roubadas.

24 - Arara — O golpista abre uma firma fantasma em endereço alugado e começa a comprar produtos de uma empresa qualquer. Os primeiros pagamentos são feitos corretamente e os pedidos aumentam. O último pedido é fenomenal. Animado com o novo comprador, o empresário manda entregar a grande compra na "empresa" do oportunista e facilita o pagamento. Só que o depósito, dessa vez, é feito com cheques roubados.

GOLPES MANJADOS E INFALÍVEIS

25 - Prestador de serviço — Na maior parte das vezes, os bandidos se disfarçam de carteiros, leitores de luz e funcionários de telefônicas para entrar em casas, condomínios e prédios. Para evitar golpes como esse, a empresa responsável pelo sistema telefônico da cidade de São Paulo, por exemplo, por ordem da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), avisa que os funcionários não são autorizados a fazer reparos no interior das casas dos assinantes do serviço.

26 - Boa noite, Cinderela — Para roubar, o criminoso mistura remédio para dormir na bebida da vítima, geralmente em bares. Foi lançado nos anos 90 e era praticado, em geral, contra homossexuais. Agora, as mulheres também são vítimas. Quando a pessoa está desacordada, ele saqueia a casa ou a carteira e a vítima só vai perceber no dia seguinte que foi roubada.

27 - Cartão "engolido" — O golpista introduz uma armadilha na máquina de atendimento para impedir a saída do cartão do banco. Depois de observar a senha da vítima e de esperar a saída dela da agência, recupera o cartão, saca o dinheiro e foge. Por isso, sempre que a máquina engolir o cartão, cancele-o na hora. 

28 - Falso mecânico — O golpista inventa um defeito no automóvel da vítima que está trafegando nas ruas ou pede para o motorista parar por causa de uma "estranha fumaça". Há casos, por exemplo, de pessoas que colocaram sacos de estopa no escapamento do carro. Na seqüência, surge um falso mecânico, que se oferece para resolver o problema que não existia. O escolhido, claro, morre com uma grana.

29 - Celular — É bem manjado, mas continua acontecendo. A pessoa entra no caixa 24 horas e, ao tentar tirar dinheiro, o cartão fica preso na máquina. O golpista, que já estava ao lado, entra falando no celular, fingindo estar com o mesmo problema. Na linha, um falso atendente e comparsa do malandro registra a senha da vítima e o dinheiro, adivinhe? Desaparece.

30 - Boa aparência — O ladrão rouba um carro de boa marca, de preferência importado, veste-se bem, com terno e gravata e buzina na portaria de um prédio chique e, com pose de bacana, entra tranqüilamente na garagem, já que o porteiro não desconfia do "patrão". Aperta a campainha e faz a festa.

31 - Corretor de imóveis — Outra versão para assaltar casas e apartamentos. O vigarista se faz passar por corretor e, ao lado de um cúmplice travestido de cliente, consegue autorização do porteiro para entrar no prédio e visitar o imóvel. Ele tem as informações sobre o imóvel, pois ligou antes para a imobiliária. E aproveitam para bater no vizinho...

32 - Entregador de pizza — É um dos mais freqüentes e têm variações como entregador de flores e carteiro. O falso entregador consegue chegar até a guarita do prédio, rende o porteiro e libera a entrada para os comparsas.

33 - Importado a preço de banana — O malandro aborda a vítima na rua e diz que precisa vender um aparelho de som importado para pagar a maternidade da mulher, que está prestes a dar à luz. A oferta é tentadora e o apelo emocional irrecusável. Dizendo-se apressado, afinal a mulher vai parir, o espertinho força que o negócio seja feito na hora. Quando o incauto abre a caixa do aparelho, novinha e bem fechada, encontra um saco de areia.

Outros pequenos golpes 

34 - Cota premiada de consórcio — Por intermédio de anúncios em jornais e revistas, o estelionatário se diz interessado em vender cotas sorteadas de consórcio com preços abaixo do mercado. A vítima deposita uma taxa em uma conta corrente ou um adiamento. E nunca mais vê o dinheiro.

35 - Teclado bloqueado — É aplicado nos caixas eletrônicos em que não é necessário introduzir o cartão. Eles bloqueiam o teclado com uma fita adesiva para que o correntista não possa fazer nenhuma operação após passar o cartão no leitor óptico. Aparece, então, o golpista oferecendo ajuda e pede que a senha seja digitada. Como não acontece nada, a vítima vai embora. Então, o malandro desbloqueia o teclado e saca o dinheiro.

36 - Troca de cartão — O espertalhão fica próximo ao caixa eletrônico para escolher as vítimas que se atrapalham ao usar a máquina. Ele se oferece para ajudar, pede que a pessoa digite a senha e memoriza os números. Quando devolve o cartão, troca-o.